quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Terapia de casal: como está sua individualidade na relação.

 Sobre casamento contemporâneo várias questões são desenvolvidas. Ressaltam-se a relevância institucional do casamento e o papel que ele desempenha para os indivíduos como instrumento de construção nômica. Descreve-se como o casal contemporâneo é confrontado por duas forças paradoxais, ou seja, pelas tensões entre individualidade e conjugalidade. Aborda-se o tema da manifestação da aliança e da sexualidade no casamento e no recasamento contemporâneo. Discute-se a questão da separação conjugal e suas conseqüências para os membros do casal e da família. Descrevem-se as características da família recasada e suas possibilidades de interação funcional. Enfatiza-se a importância da relação conjugal para o desenvolvimento emocional dos filhos. E, finalmente, ressalta-se que o compromisso da terapia de casal não é com a manutenção ou a ruptura do casamento, mas com a saúde emocional dos membros do casal e da família.
dificuldade de ser casal, reside no fato de o casal encerrar, ao mesmo tempo, na sua dinâmica, duas individualidades e uma conjugalidade, ou seja, de o casal conter dois sujeitos, dois desejos, duas inserções no mundo, duas percepções do mundo, duas histórias de vida, dois projetos de vida, duas identidades individuais que, na relação amorosa, convivem com uma conjugalidade, um desejo conjunto, uma história de vida conjugal, um projeto de vida de casal, uma identidade conjugal. Como ser dois sendo um? Como ser um sendo dois?  Cada casal cria seu modelo único de ser casal, que ele chama de "absoluto do casal", que define a existência conjugal e determina seus limites. A sua definição de casal, contém portanto os dois parceiros e seu "modelo único", seu absoluto.

Estudos evidenciam algumas diferenças quanto à manifestação das dimensões de aliança e de sexualidade em casais de primeiro casamento e em casais recasados. Pudemos ressaltar, em relação a cada um dos aspectos investigados, as seguintes conclusões: escolha conjugal - no grupo de primeiro casamento a aliança assume um papel mais significativo do que a sexualidade, enquanto esta é mais relevante para os recasados; relacionamento com a família de origem - é freqüente, mais forte e mais valorizado no grupo de primeiro casamento; relacionamento com os diferentes grupos de amigos - o grupo de amigos comuns é mais presente e valorizado no primeiro casamento, enquanto os recasados possuem mais amigos individuais e valorizam que os membros do casal possam sair às vezes separadamente; renda familiar - as diferenças não são grandes entre os dois grupos, embora entre os recasados haja mais mulheres participando da renda familiar, algumas das quais em proporção maior que os homens; neste grupo os papéis de homem e de mulher aparecem de forma menos rígida, mesmo assim, a mulher que trabalha fora se sente mais exigida em ambos os grupos; relacionamento sexual - em ambos os grupos o relacionamento sexual é considerado muito importante para o casal, mas a sexualidade aparece de forma mais personalizada e criativa entre os recasados, para os quais são maiores as demandas e as expectativas em relação à atividade sexual.
A constituição e a manutenção do casamento contemporâneo são muito influenciadas pelos valores do individualismo. Os ideais contemporâneos de relação conjugal enfatizam mais a autonomia e a satisfação de cada cônjuge do que os laços de dependência entre eles. Por outro lado, constituir um casal demanda a criação de uma zona comum de interação, de uma identidade conjugal. Assim, o casal contemporâneo é confrontado, o tempo todo, por duas forças paradoxais a que chamei, no título deste artigo de "o difícil convívio da individualidade com a conjugalidade". Se por um lado, os ideais individualistas estimulam a autonomia dos cônjuges, enfatizando que o casal deve sustentar o crescimento e o desenvolvimento de cada um, por outro, surge a necessidade de vivenciar a conjugalidade, a realidade comum do casal, os desejos e projetos conjugais.

A terapia de casal: 

O compromisso da terapia é com a promoção da saúde emocional dos membros do casal e não com a manutenção ou a ruptura do casamento. Verificando as relações existentes entre a vivência da individualidade e da conjugalidade, os diferentes tipos de escolha amorosa e a ruptura ou não do casamento.
Os conflitos conjugais e suas conseqüências, quer para a dissolução do casal, quer para a manutenção de um equilíbrio insatisfatório, quer para a possível resolução dos problemas.
Há três grandes áreas em que os membros do casal se relacionam um com o outro. A primeira diz respeito às expectativas mútuas, conscientes, quanto àquilo que o relacionamento conjugal deve prover; a segunda refere-se à extensão em que tais expectativas permitem a integração do casal ao seu meio cultural; e a terceira está relacionada à ativação inconsciente de relações patogênicas passadas, internalizadas por cada cônjuge, levando à complementariedade de papéis que se estabelece entre eles. Estudiosos dizem,  os casais estabelecem uma formação de compromisso entre suas relações objetais inconscientes, que na maior parte das vezes estão em conflito com seus desejos conscientes e suas expectativas mútuas.







Habilidades sociais fortalecem autoconfiança e autoestima.

 O suporte social é dependente da qualidade das relações sociais e, por conseguinte, cada indivíduo influencia com suas habilidades sociais a construção da sua rede social, conseguindo, a partir dela, o tipo de apoio que precisa para amenizar o estresse e evitar os sintomas depressivos. Pessoas com autoestima elevada, com habilidades sociais assertivas, capazes de ficar à vontade com a proximidade e de se simpatizar com o outro têm mais chances de manter e usar a rede de suporte social . As habilidades sociais contribuem, assim, para evitar a depressão, mas não apenas por estarem relacionadas ao suporte social,
Quanto à função, as habilidades sociais são tipos de comportamentos que geralmente favorecem a resolução de problemas interpessoais imediatos e minimizam o surgimento de problemas futuros. Esses comportamentos socialmente habilidosos são aqueles considerados mais efetivos para a pessoa alcançar os seus objetivos durante uma interação social qualquer ao mesmo tempo em que se adequa às reações imediatas do interlocutor e às normas e regras culturais presentes nos diferentes contextos de interação social . Quanto ao conteúdo, as habilidades sociais são classes de comportamentos incompatíveis com um padrão agressivo ou passivo de relacionamento, como as habilidades sociais de comunicação (exemplo: iniciar, manter e encerrar conversação), habilidades sociais assertivas (exemplo: manifestar opinião) e habilidades sociais empáticas (exemplo: expressar apoio), entre outras. É sabido que as habilidades sociais promovem a percepção de bem-estar e reduzem a percepção de estresse e depressão.
As habilidades sociais, além de favorecerem a construção do suporte social, contribuem para evitar ou amenizar os sintomas depressivos porque alteram para melhor as condições imediatas do contexto vivencial da pessoa.  O ambiente de pessoas deprimidas frequentemente reforçam comportamentos disfuncionais, mas, quando essas pessoas aprimoram as suas habilidades sociais, aumentam a capacidade de gerar mais recompensas sociais, reduzindo os estressores interpessoais e os sintomas depressivos. Os graves eventos negativos aumentam o número de problemas cotidianos e mais problemas cotidianos resultam em maior depressão, de maneira que a magnitude da correlação entre os problemas cotidianos e a depressão é, pelo menos em parte, explicada pela habilidade de solução de problemas.
 A falta de autonomia e de autoconfiança constitui muitas vezes uma barreira no estabelecimento de relações interpessoais, referentes à amizade e namoros. Modificações no corpo e no comportamento, decorrentes da puberdade, assim como o desenvolvimento psico-afetivo e social, merecem nesses casos, cuidadosa reflexão e orientação.










quarta-feira, 8 de maio de 2019

Precisamos ser feliz o tempo todo?

*****Texto extraído do Livro: " Agilidade Emocional - autora: Susan David, Ph.D, 2018.*****

"O paradoxo da felicidade é que o esforço deliberado para alcançá-la é fundamentalmente incompatível com a natureza da própria felicidade. A verdadeira felicidade ocorre por meio de atividades com as quais você se envolve porque gosta delas se não por alguma razão extrínseca, mesmo quando essa razão é lago aparentemente benévolo, como o desejo de ser feliz.
O esforço para alcançar a felicidade estabelece uma expectativa, que confirma o ditado de que as expectativas são ressentimentos esperando para acontecer. É por isso que os feriado e os eventos em família são com frequência decepcionantes ou até mesmo pura e simplesmente deprimentes. Nossas expectativas são tão elevadas que é quase inevitável desapontar-se.
A busca agressiva pela felicidade também isola as pessoas. Em outro estudo, quanto mais alto os participantes classificam a felicidade na sua lista de objetivos ou metas, mais eles se descreviam solitários nas autoavaliações diárias.
Em resumo, todos os mecanismos que criamos para lidar com as situações surgem do mal-estar que sentimos com as emoções "negativas" e da nossa má vontade para suportar qualquer coisa que esteja até mesmo remotamente associada ao lado sombrio."

Essas emoções negativas pode ajudar:

Ajudar-nos a formar argumentos;
Melhorar a memória;
Encorajar a perseverança;
Tornar-nos mais educados e atenciosos;
Encorajar a generosidade;
Tornar-nos menos sujeitos ao viés da confirmação.






quarta-feira, 3 de abril de 2019

Você reprimi ou fica ruminando os sentimentos?

As pessoas reprimidas tentam se desenredar pondo as emoções de lado e prosseguindo com a vida. Elas tendem a empurrar para longe sentimentos indesejados, porque esses sentimentos são desconfortáveis ou perturbadores, ou ainda porque acham que não serem sempre brilhantes e animadas é um sinal de fraqueza ou uma maneira infalível de afastar as pessoas.
Se você é uma pessoa reprimida que detesta o trabalho, pode tentar afastar seus sentimentos negativos racionalizando e dizendo para si mesmo: "Pelo menos tenho um emprego". Se você for infeliz no seu relacionamento, pode mergulhar em um projeto que simplesmente precisa ser concluído. Se você está se perdendo na azafama de cuidar dos outros, você pode pôr de lado a tristeza ou o estresse lembrando a si mesmo que seu "dia chegará". Se você está liderando uma equipe cujos membros estão muito ansiosos a respeito de cortes no orçamento e de uma proposta de reestruturação, você talvez pise em ovos ao redor dessas pessoas por ter medo de abrir um balaio de gatos emocional.
A ruminação é prima da preocupação. Ambas são muito focadas em si próprias e envolvem tentar viver em outro momento que não o agora. Mas enquanto a preocupação olha para a frente, a ruminação olha para trás, um exercício ainda mais inútil. Os ruminadores perdem a perspectiva quando montículos se tornam montanhas e ofensas se transforam em crimes capitais.
Mas os ruminadores estão na frente dos reprimidos em um aspecto: na tentativa de resolver seus problemas, os ruminadores estão ao menos "sentindo seus sentimentos", o que quer dizer que eles estão conscientes das suas  emoções. Embora os ruminadores possam não correr o risco do vazamentos emocional, eles podem submergir em uma inundação. Quando ruminamos, nossas emoções não ganham a mesma força daquelas pressurizadas em uma garrafa, mas mesmo assim ganham força. No caso dos ruminadores, as emoções tornam-se mais poderosas da mesma maneira que um furacão, girando ininterruptamente e captando mais energia cada vez que passa.

Texto extraído do livro : Agilidade emocional, autora PH.D. Susan David.









Já ouviu falar de agilidade emocional?

****Extraído do livro: Agilidade Emocional - autora PH.D. Susan David

"A agilidade emocional é uma bordagem revolucionária, com base cientifica, que nos ensina a lidar com as reviravoltas da vida com autoaceitação, desenvoltura e flexibilidade, autora desenvolveu esse conceito depois de estudar durante mais de vinte anos emoções, a felicidade e a autorrealização. Ela descobriu que, por mais inteligentes ou criativas que as pessoas sejam, é a maneira como lidam com seu mundo interior - seus pensamentos, sentimentos e opiniões sobre si mesmas - que determina suas ações, carreiras, relacionamentos, saúde - tudo o que importa na nossa vida - e o quanto serão felizes e bem-sucedidas.
As pessoas emocionalmente ágeis não são imunes ao estresse nem aos revezes da vida. A principal diferença é que elas sabem se adaptar a eles, fazendo mudanças pequenas, porém poderosas, que as conduzem a uma vida de sucesso. A agilidade emocional não consiste em eliminar as emoções e pensamentos negativos, mas em aceita-los e se desvencilhar de padrões inúteis, cultivando hábitos e comportamentos que trazem à tona o que há de melhor em você.
Segue alguns conceitos do processo para agilidade emocional".

  • Enredado
  • Olhar de frente
  • Afaste-se
  • Seja coerente com seus motivos
  • Siga em frente
  • Prospere




sábado, 18 de agosto de 2018

Estresse ocupacional: como está nos dias de hoje!

Estresse ocupacional :
O conjunto e a divisão de tarefas que compõem a carga de trabalho do profissional estão associados a importantes estressores laborais, os quais podem sofrer agravos significativos em razão de condições precárias de organização do trabalho, que vão desde a baixa valorização e remuneração, descompasso entre tarefas prescritas e realizadas, até a escassez severa de recursos e problemas de infraestrutura.  o estresse ocupacional refere‑se aos estímulos do ambiente de trabalho que exigem resposta. A caracterização de um fenômeno de estresse depende da percepção do indivíduo em avaliar os eventos como estressores, portanto o cognitivo tem papel importante no processo que ocorre entre os estímulos potencialmente estressores e as respostas do indivíduo a eles. O termo estressor ocupacional designa estímulos que são gerados no trabalho e têm consequências físicas ou psicológicas negativas para um maior número de indivíduos expostos a eles. Consideram‑se agentes estressores os fatores extraorganizacionais e organizacionais, individuais e de grupo.
Para a abordagem do estresse ocupacional, são consideradas as vertentes biológica, psicológica e sociológica, que, apesar de distintas, são complementares e estão interligadas. Na biológica, o estresse é caracterizado, essencialmente, pelo grau de desgaste do corpo. Os processos afetivos, emocionais e intelectuais do indivíduo correspondem à abordagem psicológica, ou seja, é a maneira pela qual este se relaciona com as outras pessoas e com o mundo ao seu redor. Em adição, a sociológica refere‑se à compreensão das variáveis que se estabelecem no contexto da sociedade. O diagnóstico dos sinais e sintomas do estresse ocupacional é essencialmente clínico, baseado nos rastreamentos individual e do risco nas situações de trabalho
Síndrome de Burnout Apontada como um fenômeno em expansão na atualidade, a síndrome de Burnout (SB), também conhecida como esgotamento profissional no Brasil, tem recebido diferentes denominações. A definição mais amplamente aceita é baseada na perspectiva psicossocial que busca identificar as condições no ambiente de trabalho que conduzem ao Burnout e os sintomas específicos que caracterizam a síndrome. É considerada como uma resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos no trabalho, sendo classificada como exaustão emocional, despersonalização e ineficácia. Manifesta‑se basicamente por sintomas de fadiga persistente, falta de energia, adoção de condutas de distanciamento afetivo, insensibilidade, indiferença ou irritabilidade relacionadas ao trabalho, além de sentimentos de ineficiência e baixa realização pessoal
o Burnout é desenvolvido por meio das fases de:
 • idealismo: o trabalho é interessante e preenche as necessidades do indivíduo;
 • realismo: as expectativas iniciais não foram supridas, o trabalho não satisfaz as necessidades, as recompensas e o reconhecimento são escassos; 
• estagnação e frustação: o entusiasmo e a energia iniciais se transformam em fadiga crônica e irritabilidade; e
 • apatia: a pessoa tem a sensação de desespero, fracasso e perda da autoestima e autoconfiança.
O diagnóstico da síndrome é complexo, pois seus efeitos apresentam consequências variáveis em termos psicológicos, implicações físicas e alteração de conduta. No plano das implicações psíquicas, o indivíduo acometido descompensa‑se, responde de modo inadequado à tensão e aos estímulos do ambiente de trabalho, perde o eixo, encontra dificuldade de aprendizagem, tem insônia, pesadelos, impotência e apatia, extingue laços afetivos e evita restabelecer novos vínculos, isola‑se, afasta‑se dos familiares, e demonstra desinteresse pelo emprego. A diferença entre estresse e síndrome de Burnout reside no fato de que no estresse são observados pontos positivos e negativos, além da predominância de sintomas físicos com emoções exageradas. Em contrapartida, no Burnout, são marcantes apenas os aspectos negativos (distresse). Existem alguns tipos de atividades cujos profissionais são mais propensos a desenvolverem o desgaste emocional.  A síndrome de Burnout acomete, principalmente, profissionais que prestam assistência ou são responsáveis pelo desenvolvimento ou cuidado de outros. Essa síndrome foi reconhecida como risco ocupacional para profissões que envolvem cuidados com saúde, educação e serviços humanos.
Prevenção e enfrentamento do estresse ocupacional O estresse ocupacional afeta o indivíduo, a prestação de serviço e a qualidade dele, sendo necessário o trabalho preventivo. A prevenção é de fundamental importância porque enfatiza a dimensão humana e sinaliza os cuidados quanto ao respeito à saúde do trabalhador. O enfrentamento do estresse tem como objetivo principal minimizar ou moderar os efeitos sobre o bem‑estar emocional e físico do indivíduo. Algumas estratégias aliviam temporariamente e podem ser mal adaptativas em longo prazo. Outras são ineficazes, pois o estressor não é eliminado e sua recorrência não pode ser impedida. Entretanto, estratégias com foco na emoção e no problema são mais efetivas, pois o indivíduo lida diretamente com o estressor, reduzindo as demandas deste.
Qualidade de vida no trabalho A qualidade de vida no trabalho (QVT) tem recebido diferentes denominações, entretanto existe um consenso de que uma maior humanização, aumento do bem‑estar do trabalhador e maior participação dele nas decisões e nos problemas da empresa relacionam‑se diretamente com a qualidade de vida. A QVT envolve fatores intrínsecos e extrínsecos do cargo, afetando tanto as atitudes pessoais quanto as comportamentais, com relevância na produtividade individual e coletiva. Entende‑se que motivação, adaptabilidade, criatividade e vontade de inovação ou de aceitar mudanças estão diretamente ligadas à QVT, tendo representativa influência na produtividade e lucratividade das organizações. Os fatores organizacionais que mais afetam a QVT são a sobrecarga no trabalho, falta de estímulos e de perspectivas, ruídos, alteração do sono, necessidade de mudanças e ergonomia. Nesse contexto, salienta‑se a importância da implantação de programas de qualidade de vida no ambiente de trabalho. Um dos obstáculos para a implementação de tais programas é que alguns gestores os consideram um aumento nos custos, e não investimento intelectual e profissional. Torna‑se imprescindível estimular o envolvimento e o comprometimento do trabalhador, e essa é uma ideia que deve ser praticada pelos gestores das organizações. Envolver os indivíduos na estruturação de suas funções e fornecer a capacitação e as ferramentas necessárias para um desempenho eficiente é uma opção válida para a melhoria da qualidade e da produtividade no trabalho a ser desenvolvido.O estresse ocupacional vem sendo considerado um problema generalizado afetando os trabalhadores, a organização e a sociedade como um todo. 
Conclusão:
Estresse ocupacional capaz de desencadear uma enfermidade orgânica ou provocar uma disfunção significativa na vida do indivíduo. Para que isso ocorra, é necessário que outras condições estejam presentes, como a vulnerabilidade orgânica ou uma forma inadequada de avaliar e enfrentar a situação estressante. As estratégias para o tratamento devem ser iniciadas quando se reconhece que as pressões na vida individual atingiram um ponto tal que estão causando problemas físicos, psicológicos e de comportamento. 
Acredita‑se que para preservar a saúde mental e física, bem como a qualidade de vida, é necessário que o profissional esteja inserido não só no universo de seu trabalho mas também no mundo exterior que o beneficia interiormente, visto que este conjunto complementa‑se para que o indivíduo permaneça em equilíbrio e obtenha a satisfação no seu cotidiano. A aptidão de criar e manter um ambiente com presença reduzida de estressores organizacionais é uma exigência crescente, e todo empregador deve estar capacitado para gerir e reduzir o próprio estresse, bem como para auxiliar na diminuição das tensões de seus empregados.






Comunicação assertiva: o que é isso?, por que é importante?

O comportamento assertivo pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experiencie ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros. 
Exemplos Auto-afirmação - 

  • Capacidade de defender direitos legítimos -
  • Capacidade de expressar opiniões pessoais - 
  • Capacidade de fazer e recusar pedidos Expressar sentimentos positivos - 
  • Capacidade de fazer e receber elogios - 
  • Capacidade de expressar afetos positivos - 
  • Capacidade de iniciar e manter conversas Expressar sentimentos negativos - 
  • Capacidade de expressar afetos negativos legítimos

Comportamento Não Assertivo Comportamento Passivo É aquele em que a pessoa falha na expressão das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões. Na medida em que a pessoa que tem este comportamento é a primeira a violar os seus próprios direitos, acaba por dar ao outro a permissão para, também ele, o fazer. Exemplos -aceder a realizar atividades que não lhe interessam só porque isto lhe foi solicitado -não pedir um favor que é legítimo e do qual se necessita -não manifestar desacordo perante algo com que não se concorda Comportamento Agressivo É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões, mas de uma forma que é hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o interlocutor. A pessoa que tem este comportamento defende os seus direitos, mas fá-lo à custa da violação dos do outro. Exemplos Direto Indireto Verbal Comentários hostis e humilhantes, insultos, ameaças Sarcasmo, comentários maliciosos, «intriguinhas» Não verbal Gestos hostis e ameaçadores, violência física Gestos hostis e depreciativos quando a atenção do interlocutor está orientada para outro lado

Comportamento Manipulativo É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões de uma forma implícita ou indireta, frequentemente com «mensagens mistas», em que há contradições no conteúdo ou entre o conteúdo e o comportamento não verbal. É o caso de mensagens cujo objectivo é levar o interlocutor a adivinhar o que quer dizer ou a sentir-se tão mal ou responsável pela pessoa que fará o que ela quer, ainda que contra a sua vontade. A pessoa que tem este comportamento procura a satisfação das suas necessidades violando os direitos dos outros, mas fá-lo de forma indireta. 


A assertividade varia conforme as pessoas e as situações Um aspecto que é importante ter em conta é que NINGUÉM é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações. Para cada pessoa, a facilidade que tem em comportar-se de forma assertiva depende muito da pessoa a quem esse comportamento se dirige (pais, professores, amigos, namorado/a, crianças, etc) e da situação em que se encontra (auto-afirmação, expressão de sentimentos positivos, expressão de sentimentos negativos, etc). Quando muito, pode-se dizer que a pessoa assertiva é capaz de se comportar com assertividade com muitas pessoas e em muitas situações. 

O que é que ganharia em me comportar de forma mais assertiva? 
A assertividade é uma escolha. Da mesma forma que determinada pessoa aprendeu a comporta-se de forma não assertiva, pode aprender um conjunto de competências que lhe permitam comportar-se com maior assertividade. Que vantagens tem em fazê-lo? A resposta a esta questão pode ser dada, em primeiro lugar, pela análise das consequências de cada tipo de comportamento. É importante não esquecer que os comportamentos que temos não ocorrem num vácuo – eles repercutem sobre a pessoa que os tem e sobre aquele que os recebe, quer de forma imediata, quer a longo prazo. O que acontece é que, ainda que os comportamentos não assertivos tenham, a curto-prazo, algumas consequências positivas para o próprio (que é, aliás, o que  explica que se mantenham), as suas consequências são, num balanço global, negativas; os comportamentos assertivos são, por outro lado, quase universalmente vantajosos. Se ainda não estás convencido, tem em atenção o seguinte: a assertividade, depois de aprendida, poderá vir a ser mais uma ferramenta, de entre o conjunto de que já dispões. Nada te obriga a utilizá-la, mas caso ela se venha a revelar necessária, é bom saber que lá está.

Como posso fazê-lo? 
Conhecimento dos próprios direitos A primeira mudança é interna, e passa por adquirir conhecimento dos direitos que te assistem (e, igualmente, a cada uma das pessoas que te rodeiam). Uma amostra destes direitos poderá ser a seguinte: - Eu tenho o direito de ser respeitado e tratado de igual para igual, qualquer que seja o papel que desempenho ou o meu estatuto social - Eu tenho o direito de manter os meus próprios valores, desde que eles respeitem os direitos dos outros - Eu tenho o direito de expressar os meus sentimentos e opiniões. - Eu tenho o direito de expressar as minhas necessidades e de pedir o que quero - Eu tenho o direito de dizer não sem me sentir culpado por isso - Eu tenho o direito de pedir ajuda e de escolher se quero prestar ajuda a alguém - Eu tenho o direito de me sentir bem comigo próprio sem sentir necessidade de me justificar perante os outros - Eu tenho o direito de mudar de opinião - Eu tenho o direito de pensar antes de agir ou de tomar uma decisão - Eu tenho o direito de dizer «eu não estou a perceber» e pedir que me esclareçam ou ajudem - Eu tenho o direito de cometer erros sem me sentir culpado - Eu tenho o direito de fixar os meus próprios objetivos de vida e lutar para que as minhas expectativas sejam realizadas, desde que respeite os direitos dos outros.